10 dicas para proteger crianças na internet
Proteger crianças e adolescentes na internet é fundamental. Eles estão online cada vez mais cedo: jogos, redes sociais e aplicativos de mensagem já fazem parte da rotina de quem ainda está na escola primária. Com isso, crescem também os riscos: conteúdo impróprio, contato com desconhecidos e exposição de dados pessoais.
A proteção infantil na internet não depende só da família. Ela também virou pauta regulatória no Brasil, com uma lei que impõe obrigações diretas às plataformas digitais. Antes de chegar lá, veja 10 dicas práticas para aplicar em casa.
10 dicas para proteger crianças na internet
Confira a seguir alguns caminhos para tornar o acesso à internet mais seguro e com menos chances de crimes cibernéticos contra crianças e jovens menores de 18 anos.
1. Configure o controle parental nos dispositivos
Ative as ferramentas de controle parental do celular, tablet ou computador que a criança usa. Elas permitem bloquear categorias de conteúdo e monitorar o uso sem precisar checar tudo manualmente.
2. Use navegadores e buscadores com filtro de conteúdo infantil
Buscadores como o Google oferecem modo seguro, que filtra resultados adultos. Ative essa opção em qualquer dispositivo que a criança acesse.
3. Limite o tempo de tela e defina horários de uso
Estabeleça horários fixos para uso de telas, principalmente antes de dormir. Isso reduz exposição excessiva e ajuda no sono e na rotina.
4. Converse abertamente sobre riscos online
Explique os riscos sem gerar medo. Crianças que entendem o motivo das regras seguem melhor as orientações do que quando apenas recebem proibições.
5. Oriente sobre não compartilhar dados pessoais e fotos
Ensine a criança a nunca informar endereço, escola ou nome completo para desconhecidos online. Reforce que fotos e vídeos compartilhados podem ser usados fora do controle dela.
6. Fique atento a sinais de aliciamento ou cyberbullying
Mudanças de comportamento, isolamento súbito ou ansiedade ao usar o celular podem indicar problemas online. Observe sem invadir, e mantenha o diálogo aberto.
7. Prefira plataformas com verificação de idade real
Nem toda plataforma verifica idade de forma confiável. Dê preferência a serviços que exigem validação de identidade real, não apenas uma autodeclaração de data de nascimento.
8. Acompanhe redes sociais e jogos que o filho usa
Conheça os aplicativos e jogos que a criança usa e revise as configurações de privacidade deles. Muitos apps têm perfis públicos por padrão.
9. Ensine a reportar e bloquear perfis suspeitos
Mostre como funciona o botão de denúncia e bloqueio nas plataformas mais usadas. A criança precisa saber que pode e deve agir diante de algo estranho.
10. Mantenha o dispositivo em área comum da casa
Sempre que possível, evite que crianças pequenas usem celular ou tablet sozinhas no quarto. Isso facilita supervisão sem precisar vigiar cada minuto.

E as empresas, o que precisam fazer para proteger os jovens?
A responsabilidade de proteger crianças online não é só da família. Desde 17 de março de 2026, está em vigor a Lei 15.211/2025, conhecida como ECA Digital ou Lei Felca. Ela criou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente e passou a exigir que plataformas digitais adotem medidas ativas de proteção a menores.
O que o ECA Digital exige das plataformas
A lei estabelece regras para redes sociais, aplicativos, marketplaces e qualquer serviço digital que possa ser acessado por menores. Entre as principais obrigações estão:
- Verificação de idade real dos usuários, não apenas autodeclaração
- Moderação de conteúdo direcionado a crianças e adolescentes
- Mecanismos de denúncia acessíveis e funcionais
- Restrição de funcionalidades de risco para contas de menores de idade
Penalidades para quem não se adequa
O descumprimento pode gerar advertências, exigência de adequação, multas e outras sanções administrativas. O valor da multa varia conforme a gravidade da infração e o porte da empresa, podendo chegar a valores expressivos. Além do impacto financeiro, há risco reputacional real para empresas associadas a falhas de proteção infantil.
A conexão com a LGPD
Dados de menores exigem cuidado redobrado sob a LGPD, e a ANPD já tratou do tema na Resolução CD/ANPD nº 19/2024. Isso significa que verificação de idade e tratamento de dados de crianças precisam andar juntos, com minimização de dados e finalidade bem definida.
Verificação de idade como camada de proteção real para proteger crianças na internet
Muitas soluções de verificação de idade no mercado dependem apenas de estimativa visual por inteligência artificial, sem checagem contra fonte oficial. Esse tipo de mecanismo pode ser burlado, e não atende ao padrão de confiabilidade que a legislação exige.
Empresas que buscam adequação real precisam de verificação vinculada a dados oficiais e biometria com prova de vida, não apenas inferência de idade por imagem.
Como a Legitimuz ajuda empresas a se adequarem
A Legitimuz oferece as soluções que empresas precisam para atender ao ECA Digital e impedir o acesso indevido de menores às suas plataformas.
Com LegitFace (liveness detection certificado iBeta Nível 1 e ISO/IEC 30107-3), Child Check e Age Check, é possível confirmar a idade real do usuário com verificação vinculada a fontes oficiais, sem abrir mão da conversão.
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