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LegitFace: o guia completo sobre o liveness da Legitimuz

legitface: o liveness da legitimuz

A verificação facial virou parte do dia a dia das operações. Abrir conta em banco, contratar crédito, recuperar acesso a um aplicativo ou comprovar idade: tudo passa por uma selfie. Com isso, a fraude também migrou para o reconhecimento facial. Para responder a esse cenário, a Legitimuz desenvolveu o LegitFace, sua tecnologia proprietária de liveness.

Este guia explica o que é liveness detection, quais ataques ele precisa barrar, como o LegitFace funciona, quais certificações ele tem e quais resultados entrega em produção.

O que é liveness detection

Liveness detection, ou verificação de vivacidade, é a tecnologia que confirma se existe uma pessoa real e presente na frente da câmera no momento da captura. Ela responde a uma pergunta simples: essa selfie veio de um ser humano vivo ou do que indica ser uma fraude?

O reconhecimento facial compara um rosto com outro. O liveness vem antes e garante que o rosto analisado é legítimo. Sem essa camada, um fraudador pode usar a foto de outra pessoa, um vídeo gravado ou uma imagem gerada por inteligência artificial para passar pela validação.

Por isso, o liveness funciona como a porta de entrada de qualquer processo robusto de verificação de identidade. Se ele falha, todas as etapas seguintes trabalham com um dado contaminado.

Liveness ativo e liveness passivo

Existem duas abordagens principais no mercado.

O liveness ativo pede que o usuário execute ações, como piscar, sorrir, virar a cabeça ou seguir um ponto na tela. A lógica é que um fraudador teria dificuldade em reproduzir essas respostas em tempo real.

O liveness passivo faz a mesma verificação sem exigir gestos. Em segundos, identifica sinais que diferenciam um rosto real de uma reprodução. O resultado é uma experiência mais fluida e com menos fricção.

A abordagem ativa perdeu parte da vantagem com a popularização de deepfakes em tempo real, capazes de responder a desafios de movimento. Além disso, ela adiciona fricção e aumenta o abandono. O LegitFace segue a linha passiva: o usuário posiciona o rosto e o sistema faz o resto. Importante lembrar que mesmo sendo o método passivo a tecnologia tem a mesma robustez do ativo, só que sem gerar mais fricção!

Os ataques que o liveness precisa barrar

Entender o LegitFace começa por entender o adversário. As tentativas de fraude na captura facial se dividem em três grandes grupos.

Ataques de apresentação

São os ataques em que o fraudador apresenta algo à câmera física no lugar do próprio rosto. Os exemplos mais comuns incluem:

  • Foto impressa ou exibida na tela de outro celular.
  • Vídeo gravado da vítima, reproduzido em um monitor.
  • Máscaras de papel, látex ou silicone, inclusive modelos 3D realistas.

A defesa contra esse tipo de ataque se chama PAD, sigla em inglês para Presentation Attack Detection.

Ataques de injeção

Aqui, o fraudador nem aponta nada para a câmera. Ele insere a imagem diretamente no fluxo do aplicativo por meio de câmeras virtuais, emuladores, frameworks de manipulação ou dispositivos adulterados. Para o sistema, parece que a imagem veio da câmera, mas ela foi fabricada ou substituída por software.

Esse tipo de ataque cresce rápido porque escala com facilidade. Um único fraudador com a ferramenta certa consegue testar centenas de identidades. A defesa correspondente se chama IAD, sigla para Injection Attack Detection.

Deepfakes em tempo real

O deepfake combina os dois mundos. Ferramentas de troca de rosto em tempo real permitem que um fraudador assuma a aparência de outra pessoa durante a captura. Muitas vezes, esse conteúdo chega ao aplicativo por injeção.

Segundo análise da DuckDuckGoose sobre liveness e detecção de deepfakes, um relatório do Cybercrime Atlas do Fórum Econômico Mundial, publicado em janeiro de 2026, mostra que criminosos já combinam documentos gerados por IA, trocas de rosto avançadas e injeção de câmera em um mesmo ataque. 

A mesma análise lembra a previsão do Gartner de que, até 2026, 30% das empresas deixariam de considerar confiáveis soluções de verificação de identidade usadas de forma isolada.

A conclusão é direta. Um liveness moderno precisa barrar apresentação e injeção ao mesmo tempo, dentro de uma estratégia em camadas.

Como o LegitFace funciona

O LegitFace foi desenvolvido para proteger a operação sem transformar a verificação em um obstáculo para o cliente legítimo.

Captura automática e experiência simples

O usuário só precisa enquadrar o rosto. A captura acontece automaticamente, sem a necessidade de tocar em um botão. Em recurso de acessibilidade, o sistema orienta cada etapa com instruções faladas em português, o que reduz erros e acelera a conclusão.

Menos passos significam menos abandono. Também significam menos tentativas repetidas, que costumam gerar custo operacional e frustração e, claro, menos passos não significam flexibilizar segurança.

Duas perguntas, duas camadas de proteção

O LegitFace responde a duas perguntas diferentes em cada captura:

  • Existe uma pessoa real na frente da câmera? Essa é a função da camada PAD, que identifica fotos, vídeos e máscaras.
  • Essa imagem realmente veio da câmera do dispositivo? Essa é a função da camada IAD, que detecta câmeras virtuais, emuladores e imagens inseridas por software.

As duas camadas atuam juntas. Um fraudador que tenta contornar uma delas esbarra na outra.

Modelos adaptados ao público brasileiro

O Brasil tem uma das populações mais diversas do mundo. Modelos treinados com bases pouco representativas tendem a errar mais com diversidades de tons de pele, traços e condições de iluminação.

O LegitFace foi treinado para esse contexto. O resultado aparece na taxa de aprovação de usuários legítimos, detalhada mais adiante neste guia.

Parte de uma plataforma completa de identidade

O LegitFace também funciona integrado aos outros produtos da Legitimuz, formando uma estratégia em camadas:

  • LegitID: autenticação biométrica contínua, do onboarding ao encerramento da conta. Faz comparação 1:1 com documento ou cadastro e busca 1:N em uma base de milhões de faces para detectar identidades sintéticas, contas duplicadas e account takeover.
  • LegitDoc: verificação e documentoscopia de documentos de identidade, incluindo CNH Digital e CIN Digital.
  • LegitDevice: análise de mais de 60 sinais de contexto e integridade do dispositivo por sessão, como VPN, proxy, Tor, navegadores suspeitos e multicontas.
  • LegitCheck: background check e enriquecimento de dados, com consulta a CPF, CNPJ, PEP, PLD/FTP, sanções e processos judiciais.

Essa combinação responde exatamente ao tipo de ataque coordenado que mistura documento falso, rosto manipulado e dispositivo adulterado.

As certificações do LegitFace

Certificações independentes são a forma mais objetiva de comparar soluções de liveness. Elas submetem a tecnologia a testes padronizados, conduzidos por laboratórios independentes, com ataques reais.

O LegitFace reúne um dos conjuntos mais completos de certificações do mercado e é o único do setor com esta combinação de certificações.

iBeta PAD Levels 1 e 2

Validam a proteção contra ataques de apresentação, como fotos, vídeos e máscaras. Os testes seguem a norma ISO/IEC 30107-3, referência internacional para avaliação de PAD.

BixeLab PAD Levels 1, 2 e 3

Validam a robustez contra níveis crescentes de sofisticação em ataques de apresentação. O nível 3 envolve os artefatos mais elaborados, como máscaras de alta fidelidade.

BixeLab IAD

Valida a capacidade de detectar ataques de injeção, em que a imagem é inserida diretamente no aplicativo sem passar pela câmera física. Essa certificação cobre justamente o vetor que mais cresce com a popularização de deepfakes.

ISO 27001

Além das certificações do produto, a Legitimuz é certificada em ISO 27001, norma internacional de gestão de segurança da informação. Ela garante processos maduros de proteção dos dados tratados durante a verificação.

Ao todo, a Legitimuz soma mais de 15 certificações conquistadas em 18 meses.

Resultados em produção: segurança sem sacrificar conversão

Laboratório comprova capacidade. Produção comprova entrega. Hoje, o LegitFace mantém menos de 1,33% de reprovação de usuários legítimos.

Esse equilíbrio responde a um dilema antigo das áreas de risco. Regras muito rígidas barram fraudadores, mas também afastam bons clientes. Regras muito permissivas aumentam a conversão, mas abrem espaço para a fraude.

Cada cliente legítimo reprovado representa receita perdida, custo de atendimento e desgaste de marca. Cada fraude aprovada representa prejuízo direto e risco regulatório. O LegitFace foi desenhado para reduzir as duas pontas ao mesmo tempo.

A escala reforça esses números. A Legitimuz protege mais de 150 empresas clientes e realiza cerca de 400 milhões de autenticações por ano.

Acessibilidade e inclusão na verificação facial

Uma verificação segura precisa funcionar para todas as pessoas. O LegitFace foi construído com recursos de acessibilidade que ampliam o alcance da jornada digital:

  • Captura automática, sem necessidade de tocar em botões.
  • Instruções faladas em português, por meio de conversão de texto em fala.
  • Compatibilidade com TalkBack e VoiceOver, os leitores de tela do Android e do iOS.
  • Robustez com rostos atípicos, incluindo pessoas com vitiligo, albinismo, cicatrizes, paralisia facial e síndrome de Down.
  • Funcionamento em aparelhos antigos, como Android 7 e versões anteriores do iOS.
  • Adaptação a redes 3G, importante em regiões com conexão instável.

Esses recursos ampliam a base de clientes atendida. Eles também reduzem o risco de excluir usuários legítimos que ficariam fora de soluções menos preparadas.

Onde o LegitFace faz diferença

O liveness está presente em todos os momentos em que uma empresa precisa ter certeza de quem está do outro lado.

Bancos e fintechs

No onboarding, o LegitFace impede a abertura de contas com identidades roubadas ou sintéticas. Na autenticação de transações sensíveis, ajuda a barrar account takeover. A exigência de autenticação multifator prevista na Resolução BCB 538/2025 e na Resolução CMN 5.274/2025, em vigor desde 1º de março de 2026, reforça o papel da biometria facial nessas jornadas.

Crédito e varejo

Na concessão de crédito, a fraude de identidade gera inadimplência que nunca será recuperada. O liveness confirma que quem contrata é o titular do CPF. No e-commerce, ajuda a validar compras de alto valor e a recuperação de contas.

Verificação de idade

Com o ECA Digital, empresas passaram a precisar de mecanismos confiáveis de aferição de idade. A biometria facial com liveness garante que a verificação foi feita por uma pessoa real, e não por uma foto de um adulto apresentada por um menor.

Como avaliar uma solução de liveness

Na hora de escolher um fornecedor, vale olhar além da demonstração comercial. Algumas perguntas ajudam a comparar opções:

  1. A solução tem certificação PAD e IAD? Proteção só contra apresentação deixa aberto o vetor de injeção.
  2. Quais níveis de PAD foram certificados, e por quais laboratórios? Níveis mais altos indicam resistência a ataques mais sofisticados.
  3. Quais são as taxas em produção? Fraude aprovada e reprovação de legítimos precisam ser analisadas juntas.
  4. O modelo foi treinado para o público brasileiro? Diversidade na base de treino reduz erros com grupos sub-representados.
  5. A jornada é acessível? Leitores de tela, aparelhos antigos e conexões lentas fazem parte da realidade do país.
  6. O liveness se integra a outras camadas? Documento, dispositivo e histórico biométrico fortalecem a decisão.

Perguntas frequentes sobre o LegitFace

O LegitFace detecta deepfakes?

Sim. A combinação das camadas PAD e IAD barra deepfakes apresentados à câmera e também os injetados por câmeras virtuais e emuladores, o vetor mais usado nesse tipo de ataque.

O usuário precisa fazer algum movimento?

Não. O LegitFace usa captura automática. O usuário apenas enquadra o rosto e segue as instruções faladas.

O LegitFace funciona em celulares antigos?

Sim. A solução roda em aparelhos com Android 6 e 7, em versões anteriores do iOS e em redes 3G.

O LegitFace pode ser usado sozinho?

Pode, mas o melhor resultado vem da integração com LegitID, LegitDoc, LegitDevice e LegitCheck, que formam uma estratégia de proteção em camadas.

Proteja sua operação com o LegitFace

Liveness de qualidade protege a empresa sem afastar o cliente legítimo. Com certificações PAD e IAD e uma jornada acessível para todos os públicos, o LegitFace entrega segurança e conversão na mesma verificação.

Quer entender como o LegitFace se encaixa na sua operação? Fale com um especialista da Legitimuz.

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