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Quais os riscos da emulação de dispositivos?

perigos da emulação de dispositivos

Existe um tipo de ataque que não precisa de um celular roubado, nem de um documento falsificado, nem de uma pessoa real do outro lado da tela: basta um software capaz de simular um smartphone que nunca existiu. É a emulação de dispositivos, e ela virou uma das formas mais eficientes de industrializar fraude em escala.

O que é emulação de dispositivo

Um emulador é um software que simula as características de um smartphone real: modelo, fabricante, tamanho de tela, localização e até os toques na tela, tudo de forma programática. Em vez de usar um aparelho físico, o fraudador roda dezenas ou centenas de “dispositivos” dentro de um único computador, cada um se apresentando para a plataforma como um usuário novo e diferente.

O problema não é o emulador em si (ele também é usado de forma legítima por desenvolvedores para testar aplicativos). O problema é o uso dele para se passar por um dispositivo genuíno diante de sistemas de verificação que não foram construídos para diferenciar as duas coisas.

Como isso é usado contra o seu negócio

O uso mais comum é a criação de contas em massa. Um mesmo operador consegue rotacionar perfis de dispositivo, localização e padrão de toque para abrir centenas de cadastros que parecem vir de pessoas e aparelhos diferentes, sustentando esquemas de identidade sintética, abuso de promoções e multicontas de forma repetível.

Já existem casos documentados de fazendas de emulação em que um punhado de dispositivos emulados acessou milhares de contas de usuários reais, chegando a simular mais de 16 mil aparelhos de clientes comprometidos em uma única operação.

A combinação mais perigosa, porém, é emulação com deepfake e injeção de imagem: em vez de mostrar o rosto para a câmera, o fraudador injeta uma imagem ou vídeo fabricado diretamente no fluxo do aplicativo, como se tivesse vindo da câmera.

Um caso julgado na Justiça holandesa em 2026 mostrou justamente essa combinação sendo usada para abrir 47 contas fraudulentas com imagens biométricas manipuladas.

Os riscos reais para quem não se protege

Quando esse tipo de ataque passa despercebido, o impacto aparece em várias frentes. A verificação de dispositivo perde sentido, porque o fingerprint que deveria identificar um aparelho suspeito está sendo fabricado sob encomenda. A exposição regulatória cresce, porque brechas no onboarding remoto tocam diretamente em obrigações de KYC e AML.

E o custo por tentativa de fraude despenca para o criminoso, porque automatizar a criação de “dispositivos” é muito mais barato do que conseguir aparelhos físicos, o que incentiva testar e escalar o ataque continuamente.

Outro ponto de atenção é que esse tipo de fraude está evoluindo rápido: criminosos estão migrando de emuladores óbvios para ambientes “anti-detect” e infraestrutura de cloud-phone, desenhados especificamente para não deixar os sinais que um sistema de verificação básico procura.

Por que a defesa precisa olhar para o dispositivo e para a câmera juntos

Separar verificação de identidade de inteligência de dispositivo é o que abre essa brecha. O LegitDevice analisa mais de 60 sinais por sessão (rede, geolocalização, comportamento e fingerprint do aparelho) para sinalizar padrões de emulador, bot ou multiconta antes mesmo do usuário chegar à etapa de câmera.

E para o cenário em que o emulador já vem combinado com uma imagem fabricada, o LegitFace conta com certificação BixeLab IAD, específica para detectar ataques de injeção, além das certificações iBeta e BixeLab PAD contra fotos, vídeos e máscaras. É a combinação dessas camadas, e não uma única verificação isolada, que consegue acompanhar a velocidade com que esse tipo de ataque se profissionaliza.

Fale com um especialista da Legitimuz para entender como blindar sua operação contra emulação de dispositivos.

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