Agendar demo

Blog

O que é Zero Trust e como ele protege sua empresa?

política de zero trust

Zero Trust é um modelo de segurança que parte de um princípio simples: nenhum acesso é confiável por padrão. Cada solicitação precisa ser verificada pela identidade, pelo dispositivo e pelo contexto, a cada vez, mesmo quando vem de um usuário já aprovado.

No KYC, isso muda a lógica do cadastro. Comprovar a identidade no onboarding passa a ser o primeiro passo de uma verificação contínua. O cliente aprovado hoje pode ter a conta invadida, vendida ou usada por outra pessoa amanhã.

Em resumo

  • Zero Trust elimina a confiança implícita: todo acesso é verificado, sempre.
  • O modelo se apoia em três ideias: verificar explicitamente, conceder o mínimo de acesso e assumir que uma violação pode acontecer.
  • No KYC, a identidade comprovada no cadastro precisa ser reconfirmada sempre que o contexto mudar.
  • Troca de aparelho, alteração cadastral, transação fora do padrão e recuperação de senha são os momentos mais críticos.
  • Biometria contínua e inteligência de dispositivo tornam essa reconfirmação rápida para o cliente legítimo.

O que é Zero Trust

Zero Trust, ou confiança zero, é uma arquitetura de segurança que remove a confiança automática de qualquer usuário, aparelho ou conexão. O acesso só é liberado depois de uma verificação, e essa verificação se repete a cada nova solicitação.

O conceito nasceu na segurança de redes corporativas. O modelo antigo protegia o perímetro: quem estava dentro da rede era considerado seguro. Com trabalho remoto, nuvem e aplicativos móveis, esse perímetro deixou de existir.

Em 2020, o instituto de padrões dos Estados Unidos publicou a NIST SP 800-207, referência técnica sobre arquitetura Zero Trust. O documento desloca o foco da rede para os recursos protegidos e para quem tenta acessá-los.

Os três princípios do Zero Trust

  • Verificar explicitamente: cada acesso é avaliado com base em identidade, dispositivo, localização e comportamento.
  • Conceder o mínimo de acesso: o usuário recebe só a permissão necessária para aquela ação, por tempo limitado.
  • Assumir que uma violação pode acontecer: o sistema opera como se um invasor já pudesse estar dentro, e monitora tudo de forma contínua.

Por que o modelo chegou à identidade digital

Quando o perímetro some, a identidade vira a nova fronteira. Para bancos, fintechs e varejistas, essa fronteira começa no KYC, o processo de conhecer e verificar o cliente.

Por que a identidade comprovada precisa ser reconfirmada

O KYC tradicional funciona como um portão: o cliente passa pela verificação uma vez e, a partir daí, ganha confiança permanente. O problema é que a fraude também acontece depois do portão.

Uma identidade verdadeira, aprovada com documento íntegro e biometria válida, pode cair nas mãos erradas semanas depois. Nesse momento, o sistema continua confiando numa aprovação que já não corresponde a quem está usando a conta.

Os riscos que surgem depois do onboarding

  • Account takeover: o fraudador obtém senha ou código por engenharia social e assume a conta de um cliente real.
  • Conta laranja: o titular legítimo vende ou empresta a conta para movimentar dinheiro de golpes.
  • Troca de aparelho fraudulenta: o criminoso registra um novo celular e passa a operar como se fosse o cliente.
  • Identidade sintética amadurecida: contas abertas com dados combinados ficam meses em silêncio, constroem histórico e só então são usadas para fraude de crédito.

Em todos esses casos, a verificação inicial foi aprovada. O que mudou foi o contexto, e só uma checagem contínua consegue perceber essa mudança.

A regulação já aponta nessa direção

As Resoluções BCB 538/2025 e CMN 5.274/2025, em vigor desde março de 2026, reforçam autenticação multifator, trilhas de auditoria e gestão de risco de terceiros. A Resolução Conjunta nº 6 obriga instituições a registrar e compartilhar indícios de fraude, o que pressupõe monitorar o cliente ao longo de toda a relação.

Zero Trust aplicado ao KYC

Levar Zero Trust para o KYC significa tratar a identidade como algo que se confirma de novo sempre que o risco muda. Cada princípio do modelo ganha uma tradução prática.

Verificar explicitamente: identidade mais contexto

A biometria responde se a pessoa é quem diz ser. O contexto responde se aquela sessão faz sentido: o aparelho é o de sempre, a localização combina com o histórico, a conexão não passa por proxy ou emulador.

As duas leituras precisam caminhar juntas. Uma selfie aprovada em um dispositivo comprometido ainda representa risco.

Mínimo de acesso: permissão proporcional ao risco

Nem toda ação pede o mesmo nível de confiança. Consultar o saldo exige pouco. Cadastrar um novo destinatário de Pix, aumentar limite ou trocar o celular da conta exige mais.

O KYC com Zero Trust escalona a verificação conforme o impacto da ação. O cliente legítimo sente fricção só quando ela é realmente necessária.

Assumir a violação: monitoramento contínuo

O sistema parte do pressuposto de que qualquer conta pode ser comprometida. Por isso, acompanha sinais de dispositivo, comportamento e dados cadastrais durante toda a vida da conta.

Quando algo foge do padrão, a resposta é uma nova confirmação de identidade, de preferência biométrica e rápida.

Quando reconfirmar o contexto do cliente

A reconfirmação contínua não significa pedir selfie a cada clique. Ela se concentra nos momentos em que a fraude costuma acontecer.

Troca ou inclusão de aparelho

É o ponto de entrada mais comum do account takeover. Um novo dispositivo vinculado à conta deve passar por biometria antes de receber permissões de transação.

Alteração de dados cadastrais

Mudança de e-mail, telefone ou endereço costuma preceder um golpe. Quando várias alterações acontecem em sequência, o risco sobe e a confirmação de identidade deve acompanhar.

Recuperação de senha e de acesso

Fluxos de recuperação baseados só em SMS ou e-mail são alvo frequente de engenharia social. Uma prova de vida nesse momento impede que o fraudador assuma a conta com um código interceptado.

Transações fora do padrão

Valores acima do habitual, novos destinatários e movimentações em horário atípico pedem uma checagem extra, proporcional ao valor envolvido.

Retorno depois de longa inatividade

Contas paradas por meses e reativadas de repente merecem atenção. O padrão aparece tanto em contas vendidas quanto em identidades sintéticas que ficaram em espera.

Como a Legitimuz aplica Zero Trust ao KYC

A Legitimuz, idtech brasileira de verificação de identidade e prevenção à fraude, estrutura suas soluções para confirmar identidade e contexto do onboarding ao encerramento da conta. A empresa processa cerca de 40 milhões de autenticações por mês e protege mais de 150 empresas.

  • LegitDevice analisa mais de 60 sinais por sessão, como geolocalização, VPN, proxy, Tor, multicontas e reputação de IP, para avaliar o contexto antes de qualquer ação sensível.
  • LegitFace confirma a presença de uma pessoa real com prova de vida contra deepfake, máscara e injeção de câmera.
  • LegitID faz a autenticação biométrica contínua, com comparação 1:1 contra o cadastro e 1:N contra uma base de cerca de 150 milhões de faces vinculadas a CPFs únicos.
  • LegitDoc verifica documentos de identidade com documentoscopia, incluindo CNH Digital e CIN Digital.
  • LegitCheck atualiza o background check com CPF, CNPJ, PEP, PLD/FTP, sanções, processos judiciais e óbito.

Certificações e resultados em produção

O LegitFace reúne um dos conjuntos mais completos de certificações do mercado: iBeta PAD Levels 1 e 2 e BixeLab PAD Levels 1, 2 e 3 contra ataques de apresentação, além de BixeLab IAD contra ataques de injeção. A operação também é certificada ISO 27001.

Em produção, essas camadas sustentam 0% de fraude aprovada, com menos de 1,33% de reprovação de usuários legítimos. Na prática, isso permite reconfirmar a identidade com frequência sem penalizar quem é cliente de verdade.

Security e privacy by design: Zero Trust aplicado à própria Legitimuz

A Legitimuz aplica a lógica de confiança zero também dentro de casa. Segurança e privacidade entram no desenho do produto desde a concepção, como prevê a Política de Segurança da Informação da Legitimuz.

No privacy by design, cada dado sensível tem finalidade explícita, prazo de retenção definido e coleta mínima. A empresa mantém registro das operações de tratamento, relatórios de impacto à proteção de dados e avaliação prévia de base legal, em conformidade com a LGPD.

No dia a dia, esses princípios aparecem em práticas concretas:

  • Acesso restrito: no máximo seis pessoas podem visualizar e três podem manipular os bancos de dados sensíveis.
  • Criptografia em todos os níveis: do tráfego ao armazenamento, sem exceção.
  • Auditabilidade total: cada acesso fica registrado, com quem acessou, quando e por qual motivo.
  • Aprovação obrigatória em produção: nenhuma mudança de código vai para produção sem revisão.
  • Marca d’água em documentos e fotos: garante rastreabilidade em caso de vazamento.
  • Minimização e descarte: fotos usadas na verificação de idade são descartadas logo após a análise, e dados de menores nunca ficam armazenados nem expostos no sistema.

O sistema de gestão de segurança da informação é certificado ABNT NBR ISO/IEC 27001:2022, com auditoria anual de manutenção e auditorias internas e externas regulares.

Red team: hackers internos que atacam o LegitFace todos os dias

A Legitimuz mantém um red team próprio, uma equipe interna dedicada a atacar o LegitFace diariamente. O objetivo é encontrar qualquer brecha antes que um fraudador real encontre.

O time trabalha sem acesso ao código-fonte nem a informações internas da empresa. Essa separação obriga a equipe a atacar como um criminoso de verdade atacaria, sem atalhos baseados em conhecimento da arquitetura.

Os testes reúnem máscaras de alta qualidade, fotos estáticas, vídeos reproduzidos em tela, deepfakes gerados por inteligência artificial e tentativas de injeção de imagem. Quando uma técnica é bloqueada, o time parte para a próxima variação.

Na prática, o red team leva o princípio de assumir a violação ao limite. As certificações externas validam o LegitFace em ciclos periódicos, e o red team mantém essa pressão todos os dias entre um ciclo e outro.

Fale com um especialista da Legitimuz

Perguntas frequentes

O que é Zero Trust? É um modelo de segurança em que nenhum usuário, aparelho ou conexão recebe confiança automática. Todo acesso é verificado com base em identidade, dispositivo e contexto.

Qual a relação entre Zero Trust e KYC? O KYC verifica a identidade do cliente. O Zero Trust garante que essa verificação se repita sempre que o contexto mudar, em vez de valer para sempre depois do cadastro.

Por que reconfirmar a identidade de um cliente já aprovado? Porque contas legítimas podem ser invadidas, vendidas ou usadas por terceiros depois do onboarding. A aprovação inicial não protege contra essas mudanças.

Zero Trust aumenta a fricção para o cliente? Quando bem calibrado, reduz. O cliente com contexto estável segue sem interrupções, e a verificação extra aparece só em ações de maior risco.

Quais momentos exigem nova verificação de identidade? Troca de aparelho, alteração de dados cadastrais, recuperação de senha, transações fora do padrão e retorno depois de longa inatividade.

Qual é a principal referência técnica sobre Zero Trust? A publicação NIST SP 800-207, de 2020, que define os componentes de uma arquitetura Zero Trust.

Leia também