Adeque seu negócio a Lei Felca
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Nos últimos meses, uma nova expressão passou a dominar as redes sociais e os mecanismos de busca: Lei Felca. Mas afinal, ela realmente existe? Quem a criou? O que muda na prática?
A chamada Lei Felca é o nome popular dado à Lei nº 15.211/2025, conhecida oficialmente como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A legislação estabelece uma série de regras para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital, impondo novas responsabilidades para redes sociais, aplicativos, plataformas digitais e empresas que oferecem serviços online.
Neste artigo, você entenderá o que é a Lei Felca, quem criou a legislação, quais são suas principais exigências e como as empresas podem se adaptar às novas regras.
A Lei Felca é o apelido popular da Lei nº 15.211/2025, que criou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. Seu objetivo é fortalecer a proteção de menores de idade na internet, estabelecendo critérios para segurança digital, privacidade, publicidade, moderação de conteúdo e verificação de idade em plataformas online.
“Lei Felca” surgiu após o influenciador Felipe Bressanim, conhecido como Felca, publicar vídeos denunciando casos de exploração, adultização e exposição inadequada de crianças e adolescentes. A repercussão nacional fez com que o projeto ganhasse ainda mais atenção pública.
Embora o apelido tenha se popularizado, o nome oficial da legislação continua sendo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital).
Sim. A chamada “Lei Felca” existe e corresponde à Lei nº 15.211/2025, que alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Apesar do apelido ter surgido nas redes sociais, trata-se de uma legislação oficial, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República.
Entre as principais mudanças está a exigência de mecanismos mais eficazes para impedir que menores de idade tenham acesso a conteúdos inadequados, especialmente aqueles destinados ao público adulto.
Na prática, a lei reforça a responsabilidade das plataformas digitais e impulsiona a adoção de tecnologias de verificação de idade e identidade.
A Lei Felca foi aprovada pelo Congresso Nacional, após tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Em seguida, o texto foi sancionado pelo Presidente da República, tornando-se uma lei em vigor.
Embora muitas pessoas associem a lei apenas ao nome “Felca”, esse é apenas um apelido popular.
O projeto contou com a participação de parlamentares durante todo o processo legislativo e faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas ao fortalecimento da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A Lei Felca foi sancionada em setembro de 2025 e entrou em vigor em março de 2026, após o período de adaptação previsto na própria legislação.
Desde então, empresas e plataformas digitais que disponibilizam conteúdos destinados ao público adulto passaram a precisar adotar medidas mais robustas para restringir o acesso de menores de idade.
Esse cenário aumentou a importância de soluções de verificação de idade e identidade, que ajudam organizações a atender às exigências legais e a oferecer um ambiente digital mais seguro.
Uma das dúvidas mais comuns é se o influenciador Felca foi o autor da lei.
A resposta é não. O projeto que deu origem à legislação foi apresentado em 2022 pelo senador Alessandro Vieira por meio do Projeto de Lei nº 2.628/2022. O texto já estava em discussão no Congresso Nacional antes da repercussão das denúncias feitas pelo influenciador.
O que aconteceu foi que a mobilização popular em torno do tema ajudou a acelerar o debate público sobre proteção infantil na internet, contribuindo para a aprovação do projeto e sua posterior sanção em 2025.
A legislação estabelece uma série de obrigações para empresas que operam ambientes digitais acessíveis a crianças e adolescentes.
Entre os principais pontos estão:
A lei também se aplica a produtos e serviços digitais que tenham probabilidade de serem utilizados por menores, mesmo que não tenham sido desenvolvidos especificamente para esse público.
A Lei Felca detalha exigências específicas que vão além das regras gerais de proteção.
Menores de 16 anos passam a ter direito a ferramentas de supervisão parental obrigatórias nas plataformas digitais. Isso inclui controles de tempo de uso, visibilidade de conteúdo acessado e limites de interação.
A lei também proíbe a venda de loot boxes, mecanismos de recompensa aleatória em jogos, para o público infanto-juvenil. A medida busca reduzir a exposição de crianças e adolescentes a modelos de monetização associados a comportamento compulsivo.
Essas regras aumentam a pressão sobre plataformas de jogos, redes sociais e aplicativos que atendem esse público.
Sim. Um dos pontos que mais chamou a atenção do mercado foi a exigência de mecanismos mais robustos para validação da idade dos usuários.
Na prática, plataformas digitais não poderão depender exclusivamente da autodeclaração de idade. A legislação exige métodos que permitam comprovação mais confiável da faixa etária do usuário.
Isso impacta diretamente redes sociais, marketplaces, aplicativos, plataformas de conteúdo adulto, jogos online e operadores de apostas, entre outros segmentos regulados.
O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente prevê sanções para empresas que descumprirem suas obrigações.
As penalidades podem incluir advertências, determinações de adequação, multas e outras medidas administrativas, dependendo da gravidade da infração e do porte da organização. A regulamentação também prevê multas que podem alcançar valores bastante expressivos em casos mais graves.
Além do impacto financeiro, as empresas podem enfrentar riscos reputacionais significativos, especialmente em casos relacionados à exposição de menores ou falhas nos mecanismos de proteção infantil.
A entrada em vigor do ECA Digital cria novas responsabilidades para empresas que operam no ambiente digital. Inclusive falamos disso no primeiro episódio do The BRIEFcast + Legitimuz.
Plataformas, aplicativos, marketplaces, redes sociais, serviços financeiros, empresas de entretenimento, jogos online e qualquer organização que ofereça produtos ou serviços pela internet passam a enfrentar uma pressão maior para garantir a proteção de crianças e adolescentes.
Na prática, a legislação reforça a necessidade de mecanismos capazes de identificar usuários, validar informações cadastrais e impedir que menores tenham acesso a conteúdos incompatíveis com a idade.
Além das possíveis sanções previstas em lei, falhas nesse processo podem gerar impactos reputacionais significativos, afetando a confiança de clientes, parceiros e órgãos reguladores.
Em um cenário de fiscalização crescente, garantir que apenas usuários elegíveis consigam acessar determinados serviços deixa de ser apenas uma questão de conformidade regulatória e passa a ser uma medida essencial para a segurança e sustentabilidade do negócio.
Parte da repercussão em torno da lei gerou um movimento contrário à legislação, batizado de “Revoga Lei Felca”.
A hashtag ganhou força nas redes sociais e resultou em uma Ideia Legislativa apresentada ao Congresso Nacional, reunindo assinaturas de pessoas que defendem a revisão ou revogação de trechos da norma.
Os críticos apontam preocupações com liberdade de expressão e possíveis excessos na moderação de conteúdo. Já defensores da lei argumentam que as medidas são necessárias diante do aumento de casos de exploração e exposição inadequada de menores.
Apesar da repercussão do movimento, a lei segue em vigor e as obrigações para empresas continuam válidas enquanto não houver alteração legislativa.

Mesmo em meio ao debate público, plataformas digitais já começaram a implementar mudanças para atender à nova legislação.
Um exemplo é o X, rede social de Elon Musk, que passou a exigir confirmação de idade dos usuários que acessam a plataforma no Brasil. A medida segue a exigência legal de não depender apenas da autodeclaração de idade.
Esse movimento deve se repetir em outras redes sociais, marketplaces e plataformas de jogos, à medida que a fiscalização se intensifica.
Para atender às exigências regulatórias e reduzir riscos, muitas empresas estão adotando tecnologias especializadas de verificação de identidade.
Entre as soluções mais utilizadas estão:
Essas tecnologias ajudam a reduzir tentativas de cadastro por menores de idade, além de fortalecer a segurança da operação como um todo.
A crescente preocupação com proteção infantil, verificação de idade e segurança digital mostra que os processos tradicionais de cadastro já não são suficientes.
Com a Legitimuz, empresas podem implementar fluxos completos de validação de identidade, biometria facial, prova de vida e verificação documental para garantir que seus usuários sejam realmente quem dizem ser.
Além de reduzir riscos de fraude, essas tecnologias ajudam organizações a se adequarem a exigências regulatórias cada vez mais rigorosas, fortalecendo a segurança da operação e a confiança dos usuários.
À medida que leis como o ECA Digital ampliam a responsabilidade das plataformas digitais, investir em mecanismos robustos de verificação deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade para qualquer empresa que opere no ambiente online.
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